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Passado e futuro

01/01/2012

2011 já foi, finalmente. Não que tenha sido um ano péssimo, mas prefiro ter somente uma lembrança dele já que tudo foi uma confusão só.

Esse ano que passou foi um tanto quanto brutal para mim, muitas coisas realmente chatas aconteceram. O que marcou mesmo foi um fato extremamente sério, algo que foi um divisor de águas de tudo… Por conta deste e de alguns outros menores acabou que me tornei um tanto quanto desesperançoso e irritado, frustrado. Foi meio que uma repetição de 2010: começou promissor, coisas aconteceram, tentei me recuperar. Foi uma inconstância terrível.

Mas nem tudo foi perdido, coisas boas aconteceram. Superei alguns desafios que a muito tempo eu enfrentava, conheci gente muito legal (e me afastei das não tão legais), arrisquei coisas relativamente difíceis para mim. Lutei, lutei, lutei (mesmo que tenha perdido boa parte das batalhas, é difícil derrotar a si). Fiz o máximo que pude, mesmo que não tenha sido o suficiente, o resultado foi até satisfatório em relação ao que eu tinha em mãos. Mais uma vez agradeço todas as pessoas que realmente me apoiaram, sem vocês tudo teria sido pior.

2012 é uma completa incógnita para mim. Sinceramente não tenho a mínima idéia do que pode acontecer, penso somente em algumas possibilidades, sem grandes pretensões. Mas agora sei melhor aonde errei e tentarei não repitir as burradas. Me desafiarei o máximo que conseguir, desafiando também quem está a minha volta.

Um ótimo 2012 para todos.

Ciclo

03/05/2011

Round We Go, upload feito originalmente por Pictr 30D.

No one came to me and took my soul
There’s no one to blame I did my hole
And I fall and rise and fall and rise and fall

No mundo das eternas reflexões encontrei mais um padrão: um eterno ciclo no qual eu sempre me submeto.
Analisando esse ‘ciclo’ percebo que estou dando voltas, cometendo sempre os mesmos erros, fazendo sempre as mesmas ações, tentando soluções repetidas… Por mais que eu tente me enganar dizendo para mim mesmo que estou ‘evoluindo’ ou ‘dessa vez é uma situação diferente’. E claro, no fim acabo no mesmo ponto que comecei.

Conversa fiada.

Agora, mais que nunca, estou tentando quebrar o ciclo. Estou me forçando ao desconforto, à dor. Não tenho garantias de que eu consiga escapar, infelizmente. Sinto-me desesperado, já que percebo que estou sozinho nisso e que sempre estarei. E não, não me orgulho de nada disso e nem das minhas ações mesquinhas e egoístas, mas tudo isso é necessário.

Não existe outra maneira a não ser continuar lutando.

faux contacts

07/03/2011
 

Dark Cloud Approaching, upload feito originalmente por arbyreed.

Mãos como molas destruídas
Reflexões suprimidas
Os fios removidos
Uma fria carcaça desarmoniosa
Sinto-me no contato incorreto

Como uma sombra sorrateira sinto a escuridão me envolvendo.
Não, não daquelas destrutivas, mas sim um prelúdio de mudança.

É estranho, mas natural: coisas e pessoas que eu considerava vitais se tornam pouco a pouco completamente dispensáveis, irritantes.
Num primeiro momento me senti indignado, traído… triste de ter desperdiçado energia em esforços desesperados. Simplesmente uma peça convenientemente descartada.

Mas percebo agora que isso é somente resultado da adaptação constante. Os interesses mudaram, é natural também haver alteração no elenco e no roteiro. A teimosia faz o gosto ruim persistir na boca. No fim das contas percebo que boa parte disso tudo era falso, ilusório.

Isso cansa. E como resultado é necessário alterar a realidade.
Falsos contatos, falsa realidade.

Seguindo suavemente

24/10/2010
Feet on the Beach, upload feito originalmente por Brian Auer.

What about the words you told me
You puzzle me it makes me sick
Go ahead ahead and fool me
Go ahead and do your trick

Já li uma vez: “pise suavemente sobre esse mundo”. E cada vez mais concordo com essa abordagem.

Ultimamente uns comportamentos têm me feito refletir sobre todas essas atitudes que temos por conta da vida corrida, mais especificamente os exageros. É incrível o quando as pessoas as vezes ficam obcecadas por coisas, que crescem de tal maneira que se tornam piores do que a própria estagnação. O “bom” se torna “ruim” e sinceramente isso me irrita muito. Talvez muito mais do que as obsessões negativas, já que essas mexem com meu lado de interferência alheia.

O pior é que existe uma necessidade louca de compartilhar, divulgar e espalhar a informação supostamente útil e interessante, na tentativa de mudar o outro, mesmo que de forma meio que inconsciente. Na falta de tato isso se torna um esforço inútil, negativo até. E isso só contribui para que eu me afaste mais e mais. Não acredito que seja tão difícil assim ter a sensibilidade de respeitar o espaço do outro, isso é tão básico… Mas eu até tento entender, por conta do frenesi do momento. E envio sinais sutis, na esperança de não destruir tudo enquanto me preservo.

Por isso que gosto da idéia de seguir suavemente, sem interferir demais, dosando o melhor possível as emoções. Gosto das companhias serenas, aquelas que conseguem te inspirar e te animar somente com a presença, sem discursos e atitudes. A real influência vem somente da existência.

Evolução é bom sim, mas as vezes o melhor é sentar e respirar profundamente. Correr não tem sentido… o melhor é curtir a paisagem.

A Distância

15/10/2010
 

Couple, upload feito originalmente por Ramón Peco.

Se me perguntarem “O que é mais importante quando se trata da relação entre você e outra pessoa?” eu respondo, sem pensar meia vez: “A distância”.

Como assim? Como a distância é importante? É algo muito sutil e que na maioria das vezes as pessoas não dão a devida importância.

Distância é exatamente o quão próximo você está de alguém, não somente no sentido físico. Nem perto demais, nem longe demais… Mas isso não é regra. É preciso experimentar, verificar, decidir o que é melhor. No meu caso já aconteceu de tudo: proximidade demais, proximidade de menos, proximidade variável.

De longe, pra mim, o pior é a “distância curta”, a proximidade intensa (ou algo próximo disso). Eu, por natureza, sou muito solitário e aprecio essa solidão… logo não gosto muito quando os espaços se misturam ou quase se sobrepõem. E experiências passadas me mostraram que isso acaba criando um nível de dependência muitíssimo alto ~ dependência dos outros em relação a mim, eu mesmo preciso de pouco. Não suporto a dependência, me faz mal de verdade, não gosto mesmo. As outras “distâncias” não são tão problemáticas assim, mas devem sofrer manutenção com frequencia, de acordo com as possibilidades.

Eu prefiro “distâncias variáveis”. As vezes é necessário intercalar os mundos para que as coisas evoluam; em outras é melhor mandar uma mensagem intergalática. E para conhecer realmente as pessoas é preciso estar perto e longe ao mesmo tempo, para que as coisas tenham possibilidade de amadurecer e se revelar de verdade. Sintonia de pensamentos e ações.

Eventos as vezes me fazem ter vontade de aplicar o modo “distância máxima” sempre, mas isso seria fugir da realidade… e fugir não.

So let us just surrender ourselves to the sky

15/05/2010

Tempos antigos, upload feito originalmente por Raphael Seabra.

So don’t go away, cause I wanna face you and say

“Can’t really explain, but there’s something true,

No tomorrow, live today!”

Como é possível que uma viagem num ônibus velho e barulhento, de transporte público precário, se transforme em algo relaxante e libertador?

A angústia e a indignação estavam em ação, trazendo seus malefícios e intensificando os pensamentos ruins. Uma presença negativa e devoradora de energia estava ali também, presente, expelindo sua aura negra. E o cinza e o concreto. Conceitos e desejos e sonhos se tornando distantes. Consumismo e apego material se manifestando de maneira avassaladora.

Volta então à mente o conceito mais importante: seja minimalista, simplifique. E claro, aproveite tudo.

Sendo assim acontece uma espécie de entrega, de submissão, ao infinito, ao bucolismo. Impossível não se esquecer de tudo e relaxar… Ok, com uma ajuda é mais fácil, mas o efeito é o mesmo.

Seja completamente livre de tudo, ao menos por alguns segundos. Se entregue ao infinito azul. Afinal o mundo mente: somente nós mesmos somos suficientes para nós mesmos.

Out of sight

14/02/2010

The Refuge and Expansion, upload feito originalmente por Abby (definitely on hiatus).

You know your beauty shines within

You know your soul will always will

Waiting for motion to begin

Rising

Li uma vez: “o mundo termina em você”, ou seja, cada pessoa é responsável pelos limites de seu universo. Os mais ousados sempre estão tentando expandir seu universo, enquanto outros se contentam em orbitar por galáxias conhecidas. E sim, quando nos arriscamos e queremos de fato, o mundo muda.

Leia mais…

Criaturas medíocres

22/11/2009

 

Adam is Mediocre, upload feito originalmente por f/bomb.

Imerso num livro eu ouço alguém me perguntar:

-Você vai assistir que filme?
-Lua Nova
*pessoa e amigo soltam uma risada bem maldosa por conta da resposta e eu finjo que não ouvi*
Penso, depois, numa resposta não proferida:
-O que foi? O que tem de engraçado em assistir Lua Nova? Acho graça é em pagode e futebol, coisas que você adora…

Lamento ter formulado essa resposta milésimos de segundo depois, a oportunidade de virar o jogo já estava perdida.

Não consigo entender como pessoas (medíocres) conseguem se achar melhor que outras (tão mediocres quanto, claro). Não faz sentido. Mas percebo que é algo que acontece mesmo sem pensar, simplesmente vai e acontece. Sei sim o quão mediocre e ridículo eu sou, reflito também que não posso me achar melhor que ninguém por conta do que leio/ouço/faço… Pessoas diferentes, logo universos diferentes. Mas é a velha história de querer se sentir superior, mesmo em situações que o contrário é que o fato absurdamente verdadeiro.

De qualquer maneira fica aquele gosto ruim na boca, é estranho. Mas cheguei a conclusão que a virada não era necessária, era completamente descartável. Afinal lá no fundo sou muito medíocre, como todo o mundo.

Por fim abafo os pensamentos, respiro e mergulho novamente na leitura, é o melhor que faço.

negócios inacabados

12/11/2009
Unfinished Painting, upload feito originalmente por Heather Miller.

I make a list everyday, but it fades

Must be the see through int in my veins

Ah, negócios e questões inacabadas… quem não tem? É algo que sempre me incomodou e minha lista é um tanto quanto longa.

Meu problema é que tenho uma mania imensa de inventar novos ‘problemas’ e questões, talvez por eu não ter problemas (reais) como as outras pessoas. É, masoquista sempre. Por conta disso começo muitas coisas, mas não concluo todas. (Ou seria quase nenhuma?) Sou inquieto mesmo.

O resultado disso é uma mente focada demais no futuro, ocupada em fazer uma lista de to-dos, viajando no tempo. Enquanto isso a ação está bem ali na frente, mas é ignorada em favor do sonho e da ilusão. E, num ciclo vicioso interminável, isso resulta em ainda mais e mais e mais coisas. A sensação é de que se avança muito pouco e que a mente está cansada…

Foco, foco, foco.

Truques para resolver? Tenho alguns. Mas no geral não são muito efetivos não… Acredito que o melhor seja fazer o possível para resistir às tentações, enquanto a mente se abstrai do mundo e de sua volta, bloqueando todo o ruído e toda a repetição.

Sendo assim faço uma lista todos os dias… mas no fim ela se perde no tempo-espaço.

Easy Action

26/10/2009

Boom Boom Satellites

All I want is easy action
Such an easy thing to loose Yeah!
All I want is easy action
Such an easy thing to loose Yeah!

All I want is easy action
Downward spiral into the ground
I’m bouncing along cuz I’m out of control
Goin faster and faster now

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